
Toda caminhada começa com pequenos passos. E a vida, também.
Há alguns anos me encantei pela fotografia não me lembro ao certo como nem por que isso aconteceu. O que sei é que passei a notar a sutileza de cada imagem que via, e esse encantamento foi crescendo até se tornar um amor muito grande.
Entendi que em cada fotografia que eu observava existia muito mais do que técnica: existiam experiências reais de vida. Foi nesse momento que a fotografia encontrou seu lugar dentro de mim.
Minha caminhada começou como a de uma criança com passos lentos, inseguros, sem sincronismo. Errar? Não tenho medo nenhum. Um passo de cada vez me levará ao meu objetivo como ser humano: ser relevante, deixar algo. Naquele tempo eu fotografava casamentos, e não existe sensação melhor do que registrar a história de pessoas que estão prestes a escrever uma nova.
Tive inúmeras experiências ao longo desses anos de fotografia. Já chorei, já sorri, dei muitas gargalhadas às vezes precisei me conter, outras vezes extravasar. Mas estar ali me fez sentir mais inteiro. Continuo minha caminhada com passos mais firmes, ainda que não o suficiente para caminhar sozinho. E sabe de uma coisa? Caminhar sozinho não me daria novas experiências.
O olhar, uma pausa e o clique. É assim que se resume a história de quem conta histórias.